30 de dezembro de 2010

Um sonho tornado realidade... Em 2 versões!

Quando vou ao hipermercado, gosto de passear por lá, espreitar as novidades, e demorar o meu tempo. Escusado será dizer que esta tarefa se torna praticamente impossível nos dias antes do Natal e da passagem d'ano. Fui hoje ao Continente e as pessoas chocavam umas com as outras, o carrinhos também... Era uma confusão! E mesmo assim, qual não foi o meu espanto quando os meus olhos se cruzaram com uma embalagem que dizia "Pita Shoarma". Não pude conter o meu sorriso.

Olhei à volta e encontrei... Kebab! E fez-se luz! As duas versões são de ir ao micro-ondas, e a do Kebab diz mesmo que cria o efeito do grill. Não percebi se a molho branco vem incluído.

Tanto a Pita Shoarma como o Kebab são de duas marcas diferentes, embora ambas alemãs. Não me surpreendeu, pois há mesmo quem diga que o melhor kebab se come na Alemanha (devido ao enorme número de emigrantes turcos lá existentes).

Não comprei nem a Pita, nem o Kebab, por causa do ano novo, mas conto comprar, muito em breve, e experimentar.

Claro que não é o mesmo que ir à roulote, mas, ainda assim, merece a minha dentadinha.

Votos de boas festas ao longo dos tempos

Ainda se lembram de desejar Feliz Natal e Próspero Ano Novo antes de haver telemóveis e internet? Compravam-se postais (de papel), dedicávamos uns minutos do nosso tempo a escrever umas palavras à mão, e mandávamos por correio. Que bem sabia abrir a nossa caixa e ver os postais, que exibíamos orgulhosamente em cima da lareira ou um móvel.

Depois veio a internet e os telemóveis. Não me lembro qual chegou primeiro, mas tenho clara memória das SMS de Natal e Ano Novo em massa, que recebia de 10 pessoas diferentes. Depois outras 10 mandavam outra igual. O caos instalava-se mais, perto da meia-noite, quando as linhas chegavam a ficar bloqueadas. E há ainda o fenómeno de receber SMS de um número que desconhecemos, com uma mensagem... Não assinada.

Também os e-mails em massa vieram substituir os postais de papel. Uma imagem, 30 destinatários. Prático e muito usado, em especial, pelas empresas.

Este ano a moda foi colocar uma foto no Facebook e colocar tagg a todos os amigos que a pessoa se lembrasse. O resultado? Cada vez que alguém agradecia ou retribuía os votos, todos os marcados também recebiam essa mensagem... Mesmo não conhecendo a pessoa.

Qualquer que seja o método que prefiram (eu adoro os postais de papel), não deixa de ser curioso como tudo evolui... Até mesmo os votos de boas festas!

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21 de dezembro de 2010

Crise? Só para alguns!

Como se sabe, em tempos de crise e guerra, há sempre sectores no mercado que prosperam. Nada de anormal. E, tal como se sabe, Portugal está a passar por uma altura particularmente difícil, a nível económico.

Há, no entanto, 2 fenómenos que são curiosos, e que não têm qualquer ligação com indústrias que, seria de esperar, floresçam.

Estou a falar de telemóveis e depilações a laser. Não são bens de primeira necessidade. Talvez sejam de semi-luxo. Telemóveis que custam para cima de €300, como o iPhone 4G de 32 megas, ou iPads, estão mais que esgotados e têm listas de espera maiores que aparelhos idênticos menos caros. Será por uma questão de status? É provável.

No caso das depilações a laser, segundo me disse a minha "depiladora", não têm sentido, de todo a crise. Na verdade, não têm tido mãos a medir, durante todo o ano. Estão à espera de sentir em 2011, apesar de não alterarem os preços com o aumento do IVA.

Curioso, não? Pois não é algo que se ostente, como um smartphone ou um iPad, e no entanto, trabalho não lhes falta (e ainda bem!).

Será que não estamos assim tão mal? Será que há uma classe média/média alta maior do que a que julgamos? Ou será que as prioridades das pessoas mudaram?

Como se costuma dizer: cada um sabe de si, e Deus sabe de todos. Mas não deixa de dar que pensar...

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Prendas que queremos Vs. Prendas que necessitamos

Se ainda vos falta comprar umas prendinhas de Natal, aqui fica um conselho de amiga: dêem à pessoa o que ela quer, e não o que ela precisa.

Por exemplo, se calhar até precisamos de cebolas. Mas não queremos receber um colar de cebolas pelo Natal. Já um colar de pérolas é outra história. Até porque é no Natal que pedimos as coisas mais extravagantes!

Obviamente, estou a exagerar. Mas é só mesmo para vos abrir a pestana. Pelo menos no que toca às mulheres. Os homens, normalmente, são muito práticos e, ou nos dizem o que querem, ou... Nos dizem o que querem. O que, muitas vezes é o que precisam.

Já as mulheres, não (claro que há sempre excepções para tudo). Nós damos pistas, insinuamos, e mesmo que acabemos por pedir o que queremos, é muito pouco provável que seja aquilo mesmo que queiramos ou precisemos. Se for um perfume, porque o nosso acabou, esperamos sempre aquela surpresa.

Por isso, lembrem-se: nesta altura de consumismo desenfreado (a celebração espiritual do nascimento de Jesus, com trocas simbólicas, há muito que passou para segundo plano), dêem o que a pessoa quer. Não o que precisa.


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20 de dezembro de 2010

I'm Still Here - Mockumentary

Para quem não sabe, sou uma grande fã do Joaquin Phoenix. Não sou maluquinha, mas a verdade é que na minha festa surpresa do meu trigésimo aniversário, o design do bolo era a cara do actor (mais uma surpresa)!

Podem, assim, imaginar a minha surpresa quando começaram a surgir notícias de que o Joaquin tinha acabado a sua carreira de actor e tinha decidido dedicar-se ao hip-hop. Mesmo que não sejam grande fãs dele, provavelmente viram, ou ouviram falar, da sua aparição no David Letterman Show, em que parecia estar com o cérebro todo queimadinho e com uma barba de fazer inveja ao Unabomber.

Dois anos passaram, e eis que surge o mockumentary (ou seja, documentário, mas a gozar) sobre a sua vida... Falsa. Durante 2 anos, o actor criou o personagem J.P. (o seu nome no meio musical), e foi filmado pelo seu cunhado, Casey Affleck (irmão de Ben Affleck).

Estreou nas salas portuguesas na quinta-feira, e sexta, lá estava eu a ver o filme. Não deixa de ser curioso, principalmente tendo em conta o contexto, mas não posso dizer que me tenha arrebatado. A actuação do Joaquin Phoenix? Indiscutível! Absolutamente (e assustadoramente) fantástica e real! É giro, e, principalmente, curioso, mas um pouco aquém das minhas expectativas. Acho que vive muito do contexto social externo.

Mas, como sempre digo, nada como tirarem as vossas conclusões. E preparem-se para, durante uns 15 minutos, as legendas estarem à frente da acção.

Apenas em exibição nas salas Medeia.