20 de janeiro de 2011

Sushi Time


Como acabei de vos falar mal de um restaurante de sushi, redimo-me com este: Sushi Time.

Sushi Time é um restaurante muito fashion, de 2 pisos, que existe na zona norte do Parque das Nações , do lado oposto ao Campus da Justiça. É sushi de fusão, mas recomenda-se vivamente.

Confesso que quando lá fui da primeira vez, ia um pouco renitente, pois têm rodízio de sushi. E se há algo que abomino, e tira qualquer impressão de qualidade que um restaurante japonês possa ter, é o facto de ter rodízio de sushi.

Mas fui uma primeira vez. Depois uma segunda. Nenhuma destas vezes tinha sucumbido ao rodízio. Até que decidi arriscar, pois já sabia que a qualidade do que serviam à lá carte era boa, e via passar tabuleiros ao meu lado, sempre bem arrojados e a baterem-me com a barbatana.

Por €22,95, enchi o bandulho das misturas mais ousadas, mas deliciosas, de sushi. E, acreditem, não provei nem metade de todas as variedades que iam surgindo nos tabuleiros, por entre os corredores das mesas.

Este rodízio só é servido ao jantar, mas o sushi e o sashimi são refeições de digestão rápida.

Se decidirem ir lá ao almoço, recomendo irem cedo, pois está sempre a abarrotar.

Decidi, então, que tenho de lá voltar para mais uma rodada de rodízio, e tentar experimentar todas as outras variedades que nem imaginei.

E, já agora, têm calpico (embora um bocadinho águado).

Jardim do Sushi


Como já vos disse, sou adepta dos sites que dão descontos em tudo e mais alguma coisa, e quando recebi no meu e-mail o "deal of the day" para uma refeição de sushi no Jardim do Sushi (Jardim do Tabaco - Lisboa) por €12,50 (metade do preço habitual), decidi experimentar.

Lá fui eu, trá-lá-lá, num sábado já bem à noite. Tem, de facto, uma vista fantástica sobre o rio, pois o restaurante fica nos antigos armazéns perto de Santa Apolónia, no piso de cima, enquanto o Jardim do Marisco fica em baixo.

Desde o primeiro momento que percebi que, todos os que nos atenderam, tinham problemas com a expressão "boa noite". Mas vá. Não vou entrar nestes detalhes, porque há mais para vir.

Pedi um chá verde japonês. Foi servido num bule chinês e numa chávena da marca de café que os fornece. Corta logo o ambiente asiático, não? E, para quem não sabe, o chá verde é um derivado do chá preto, com teína. Ou seja, não se deve deixar as folhas mergulhadas na água, se não fica intragável. Infelizmente, foi o que teve de acontecer, pois não havia como tirar as folhas.

Foi então que decidi fazer o meu habitual derradeiro teste, que me permite ver até que ponto o restaurante é japonês: Tem calpico? (É a minha bebida favorita, japonesa, sem álcool nem gás). Olharam-me com ar atónito.

Ainda assim, tinha esperança num futuro melhor. Chegou o sushi e o sashimi. O sashimi estava bom. Já o sushi vinha em rolos pouco perfeitos, que se desconjuntavam e abriam assim que tentava segurá-los. Foi uma verdadeira aventura comê-los. Qual o problema? O sushi tinha sido confeccionado com arroz não japonês. Para fazer sushi é necessário um arroz especial, de bago pequeno, que é pegajoso, e ajuda a segurar o conteúdo.

Enfim. Não fiquei satisfeita. Não vou lá novamente.

Aldo, my love

Sou uma assumida viciada em malas e acessórios, em particular brincos. E no que toca a malas e sapatos, estou completamente rendida à Aldo.

Às vezes os preços dos sapatos podem ser um bocadinho mais elevados do que o normal, mas a qualidade é fantástica. Para além disso, participam sempre em acções para ajudar seropositivos, e oferecem sacos muito giros (e úteis) com algumas compras.

Mas vamos ao que realmente interessa. Para além de modelos de sapatos, sandálias, botas e afins, para homens e mulheres, originais e com estilo, sem serem extravagantes, e acessórios como brincos, óculos de sol, chapéus, carteiras, pulseiras, etc, e de todos os produtos possíveis e imaginários para conservar e proteger as nossas compras, têm ainda os melhores saldos do mundo.

Enquanto os saldos estão a decorrer, aproveitem para ir à Aldo (existem em diversos centros comerciais espalhados por todo o país) e, senhoras, aproveitem para comprar 2 malas e só pagar 1. E mais! A mala que vão pagar já tem desconto em cima!!! Como disse a rapariga da loja: Com uma promoção destas, não sei como é que as pessoas não aproveitam mais.

Eu já fiz a minha parte: comprei 2 malas e espalhei a palavra.

Fica aqui foto do meu pecado que não estava em saldos...

18 de janeiro de 2011

Chegou o Chicken-Cheque!

A Let The Chicken Go®, que consiste na venda on-line de T-Shirts com expressões portuguesas traduzidas, literalmente, para inglês, lança agora o Chicken-Cheque.

T-Shirt? Top? Long-Sleeve? Que cor? Que frase? Que tamanho? O Chicken-Cheque é um cheque-oferta que permite a quem oferece libertar-se de todas estas questões.

O Chicken-Cheque tem a validade de 6 meses e é "preocupations free".

Com o Chicken-Cheque, quem recebe não passa pelo incómodo de trocar uma prenda, e quem oferece tem a garantia de um produto original, chocante, divertido... E 100% português.


17 de janeiro de 2011

A mente humana

Eu não queria falar sobre este assunto, porque é um assunto delicado, e que muito já se falou sobre ele. Estou a falar do assassinato de Carlos Castro.

Desde já devo avisar que esta é a minha opinião, pelo que o leitor poderá ou não concordar.

Que Renato Seabra matou Carlos Castro, julgo que não há dúvidas. Sobre a maneira como o fez, também não. O que me impressiona, para além da raiva e ódio que Renato continha dentro dele e deixou transbordar naquele acto, é a reacção das pessoas quanto ao caso.

Carlos Castro não era a pessoa mais adorada entre os famosos portugueses, nem era nenhum santo, como a própria Cinha Jardim o disse à saída da missa por alma do amigo, na Basílica da Estrela. Mas não era motivo para ser morto. Nem o facto de ser homossexual.

Se me choca toda esta história, acho que ainda me consegue chocar mais que as pessoas não percebam (ou não queiram perceber) que uma pessoa homossexual só tem uma coisa diferente: gostar de pessoas do mesmo sexo. Mais nada. Há homossexuais que são boas pessoas e outras que são más... Tal como heterossexuais. Há homossexuais que são louros,, outros morenos tal como há heterossexuais. Há homossexuais que são bonitos, e outros feios, tal como há heterossexuais. Como se costuma dizer: Há de tudo como na farmácia. Mas isso não faz dessas pessoas motivo de humilhação, tortura psicológica e física, e morte, só porque são diferentes. É como haver pessoas que nascem em Lisboa e outras no Porto. Umas são portuguesas outras são suecas. Isso não faz uns melhores que outros nem dá direitos de um sobre o outro. E não é por serem homossexuais que nos vão atacar, fazer mal ou magoar. Caramba! O mais provável será o inverso. Já imaginaram os homossexuais começarem a juntar-se para fazerem aos heteros o que lhes fazem a eles? Seria o mesmo. Afinal, os heteros é que seriam diferentes.

Justificações para o acto de Renato Seabra como o de um homem de Cantanhede que afirmou "Prometeram-lhe (ao Renato) coisas e depois não lhe deram... Prontos". Isso é justificação para assassinar, torturar e mutilar alguém?? Algo me diz que essa criatura olhe bem para a vida dele e para o que disse, e que tenha mais cuidado, pois de certeza que nunca cumpriu todas as promessas da sua vida, e quem saiba um dia se não lhe acontece o mesmo... "Prontos".

E os grupos que surgem por todo o lado a incentivar a morte aos homossexuais? Cada vez são mais e mais assumidos, e ninguém faz nada. Se um grupo organiza ataques violentos contra um grupo de pessoas, não deveriam ser, pelo menos, investigados? Grupos incitadores de ódio deviam ser proibidos! Será que já não o são? E já agora... Se são a favor da morte dos homossexuais, como é que defendem e batem palmas a Renato Seabra? Ah pois. Ele não era gay... De acordo com informações do Sr. Albinio do Café Central de Cantanhede.

Deixem de se toldar por ódios mesquinhos e ridículos e pensem como seres humanos. Leiam o máximo de informação e tirem as vossas próprias conclusões, sem influências de ninguém. Ponham-se na pele dos 2 intervenientes. Não apenas de um!!! E, principalmente, abram a vossa mente e coração.

Diferente não significa mau. Significa... Diferente. E que melhor oportunidade de crescermos como pessoas e aumentarmos o nosso conhecimento do que compreender a diferença? Abracem a diferença. Ninguém nasce racista, homofóbico ou xenófobo.