19 de janeiro de 2009

E o povo...

Como não poderia deixar de ser, vou partilhar um episódio do meu fim-de-semana.

Apesar de notar diferenças em Tavira durante o mês de Janeiro, como  o facto de haverem lojas abertas aos sábados à tarde ou até mesmo no domingo, há coisas que nunca mudam, como os velhotes que dão os bons-dias ou começam uma conversa com qualquer pessoa. Um grande bem-haja para eles, pois são o que de melhor existe.

Existem depois o outro tipo de povo destas terras, menos velhos, mas ainda pouco adaptados à evolução dos tempos, como foi o caso de um senhor que queria entrar num corredor onde eu estava, no Pingo Doce de Tavira, e não achou melhor forma de me pedir para desviar do que começar o seu carrinho de compras contra o meu fôfo (a.k.a. rabo). Quando me virei, os meus olhos foram directos para os 2 ou 3 anéis que o homem tinha nos dedos, enquanto pensava "Será cigano?". Mas não me pareceu, por isso manifestei-me, dizendo "Pedir licensa não custa nada". A respectiva esposa ficou a olhar para mim, muito séria.

Claro que na altura achei uma atitude idiota da parte do homem, mas ao mesmo tempo deu-me vontade de rir, confesso. É que o homem simplesmente empurrou o carro contra o meu fôfo, com o ar mais sério e inexpressivo deste mundo.

Uma coisa é certa: não era para me engatar, e a mulher não se importa que o marido mexa em rabo alheio.

2 comentários:

Anónimo disse...

É a tua fofura... é irrestivel... pelo menos para velhos a conduzir carrinhos de compras! lol
Best regards
Oscar... lol

disse...

(...)
Nesta terra do sem querer
E viva o jogo do empurra
Ja que ninguém tem nada a perder
Será sempre assim
Debaixo deste céu
E é Janeiro...
XUTOS & PONTAPÉS